Incidente do USS Roosevelt e as ‘Gimbal/GoFast’ Footage: Uma Análise Técnica dos UAPs Navais
O fenômeno dos Objetos Aéreos Não Identificados (UAPs) transcende o anedótico para adentrar o domínio da segurança aeroespacial, especialmente quando envolve operações militares de alta sensibilidade. O Incidente do USS Roosevelt, ocorrido entre 2014 e 2015 na costa leste dos EUA, exemplifica essa transição, com múltiplos avistamentos e registros por sistemas de sensores avançados da Marinha dos EUA. Em nossas análises, este caso se destaca pela robustez documental e pela natureza das anomalias observadas, desafiando explicações convencionais.
O Planeta UFO, em sua missão de tratar a Ufologia como uma disciplina de investigação civil e histórica, examina a casuística com rigor. Ao cruzarmos os dados disponíveis, incluindo relatórios desclassificados e depoimentos militares, buscamos elucidar as características dos UAPs que interagiram com o Carrier Strike Group 12, do porta-aviões USS Theodore Roosevelt.
Cronologia dos Encontros e a Persistência dos UAPs
Os avistamentos notáveis começaram em 2014, estendendo-se até o início de 2015, durante exercícios de treinamento da Marinha dos EUA. Pilotos de caça F/A-18 Super Hornet, assim como operadores de radar a bordo do USS Roosevelt, relataram múltiplos encontros com objetos que exibiam capacidades de voo além das aeronaves conhecidas. A persistência desses objetos em áreas de espaço aéreo restrito, por um período prolongado, é um fator anômalo crucial.
Registros Oficiais e Testemunhos Militares
- Avistamentos Constantes: Pilotos como o Tenente Ryan Graves testemunharam objetos que pareciam pairar em altitudes de 30.000 pés e, em seguida, acelerar para o nível do mar em segundos, sem propulsão visível.
- Múltiplas Plataformas de Sensor: Os UAPs foram detectados por radares de bordo, sistemas de mira de aeronaves e pods de infravermelho (FLIR), conferindo uma redundância de evidências técnicas.
- Área de Operação: Os encontros ocorreram em um espaço aéreo de treinamento altamente controlado, sugerindo uma potencial violação de segurança ou um desafio à defesa aeroespacial.
Análise Técnica das Footage: ‘Gimbal’ e ‘GoFast’
As duas filmagens mais proeminentes associadas ao Incidente do USS Roosevelt são conhecidas como ‘Gimbal’ e ‘GoFast’. Ambas foram capturadas por câmeras de pods FLIR (Forward-Looking Infrared) a bordo de jatos F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA e posteriormente desclassificadas pelo Pentágono e pela UAP Task Force.
A Filmagem ‘Gimbal’: Rotação e Ausência de Propulsão
A filmagem ‘Gimbal’ mostra um objeto em forma de tic-tac que parece girar em seu eixo longitudinal enquanto se move rapidamente contra o vento. A característica mais intrigante é a aparente ausência de superfícies de controle de voo ou de um sistema de propulsão convencional. A assinatura de calor infravermelha é mínima e não condizente com motores a jato ou foguetes. Sob a ótica documental, a manobra de rotação, que alguns interpretam como uma forma de transmeabilidade ou um efeito óptico, permanece um ponto de intensa análise.
A Filmagem ‘GoFast’: Velocidade Extrema em Baixa Altitude
A filmagem ‘GoFast’ exibe um objeto pequeno e branco movendo-se a uma velocidade extraordinária sobre a superfície da água. A taxa de aceleração e a estabilidade em baixa altitude, desafiando a resistência do ar e as leis da física conhecidas para aeronaves convencionais, são notáveis. A falta de pluma de escape e a ausência de asas ou rotores reforçam a hipótese de uma tecnologia desconhecida ou um fenômeno natural ainda não compreendido. A assinatura de radar desses objetos, conforme relatos, também era inconsistente com aeronaves padrão.
Visão de Inteligência: Desafios à Compreensão
Em nossas avaliações, o Incidente do USS Roosevelt e as ‘Gimbal/GoFast’ footage representam um desafio multifacetado para a inteligência de defesa. A persistência, as características de voo anômalas (velocidade, manobrabilidade, falta de inércia aparente) e a detecção por múltiplos sensores dificultam uma única explicação. Poderia ser um programa de teste militar ultrassecreto de uma potência adversária, explorando vetores de voo avançados? Ou seriam artefatos de sensores, apesar da corroboração de testemunhos visuais e radar? A AARO (All-domain Anomaly Resolution Office) do Pentágono, assim como a NASA em seus estudos sobre UAPs, continua a investigar esses eventos, buscando separar o explicável do genuinamente anômalo. A hipótese de inteligência, seja ela de origem terrestre ou não, permanece em aberto, exigindo uma abordagem contínua baseada em dados e na metodologia científica rigorosa que o Planeta UFO sempre defende.